sábado, 27 de junho de 2015

102º Tour de France - As equipas


Após a análise ao percurso, faço aqui uma análise às equipas do Tour.

A análise das equipas irá ser feita progressivamente, por ordem alfabética, porém como as equipas não anunciam todos os seus competidores na mesma data irei optar por analisar desde já as equipas já anunciadas.

Entre parênteses colocarei o número de Grandes Voltas em que cada atleta já participou e o total de Grandes Voltas que cada atleta somado dá a cada equipa.


AG2R La Mondiale

Equipa (60): Jean-Christophe Peraud (5); Romain Bardet (2); Mikael Cherel (7); Ben Gastauer (6); Patrick Gretsch (6); Johan Vansummeren (13); Alexis Vuillermoz (2); Jan Bakelants (8); Christophe Riblon (11).

A AG2R é uma das equipas da casa representadas no WorldTour e, na prática, a "líder" à partida para o Tour após o seu resultado em 2014, com Peraud e com o 1º lugar na classificação por equipas.

A AG2R em 21 participações conseguiu 14 vitórias de etapa, 7 top-10 e tem como melhor resultado o 2º posto na geral de Peraud em 2014.

Objectivos da equipa:

Os objectivos da equipa são claros, conseguir o melhor resultado possível na geral. Bardet, jovem estrela francesa e 6º no ano passado, será o principal trunfo da equipa. Bardet venceu a cópia da 17ª etapa no Dauphiné, porém caiu na etapa seguinte o que afectou o seu resultado final, porém deu muito boas indicações à partida para o Tour.

Bakelants, 2º na 8ª etapa do Tour de Suisse e já com uma vitória de etapa no Tour em 2013, terá liberdade para voltar a tentar a sua sorte em este ano.


Astana

Equipa (75): Vicenzo Nibali (12); Jakob Fulgsang (7); Lars Boom (6); Andriy Grivko (11); Michele Scarponi (17); Lieuwe Westra (6); Dmitriy Gruzdev (2); Rein Taaramae (7); Tanel Kangert (7).

Após alguns casos de doping entre os membros da equipa a sua licença UCI esteve quase para lhes ser retirada. Eles têm sido das equipas mais fortes entre o pelotão e realizaram um excelente Giro.

À partida para a 8ª participação no Tour a Astana já tem consigo 7 vitórias de etapas, 5 top-10 e duas amarelas, Contador em 2009 e Nibali em 2014.

Objectivos da equipa:

A classificação geral. Com 6 dos 8 companheiros de Nibali a repetirem a selecção para o Tour depois de 2014, o objectivo é revalidar a camisola amarela de Nibali.

Tentarão dominar o pelotão, juntamente com as outras equipas líderes, e tentar alcançar algumas vitórias de etapas, com Boom, Fuglsang, Nibali...


BMC

Equipa (68): Damiano Caruso (5); Rohan Dennis (2); Daniel Oss (6); Manuel Quinziato (16); Samuel Sánchez (16); Michael Schar (6); Greg Van Avermaet (5); Tejay Van Garderen (5); Danilo Wyss (7).

A BMC é uma equipa americana que se tem vindo a reconstruir com novos talentos ao longo deste ano.

No Tour a BMC conta com uma vitória de etapa, uma camisola amarela de Cadel Evans em 2011, quatro top-10 e uma camisola da juventude.

Objectivos da equipa:

Com 4 dos seus 6 elementos, que levaram a equipa ao lugar mais alto do campeonato do mundo de Contra-Relógio por Equipas, em prova, e com a vitória da prova de Contra-Relógio por Equipas do Dauphiné, a vitória da 9ª etapa deverá ser um objectivo em mente.

Van Avermaet e a sua experiência com clássicas poderá ser uma boa assistência para a etapa dos paralelos. Ele pode não ser um vencedor mas anda lá perto. Ele poderá ser lançado perto do final para tentar vencer alguma etapa.

O grande objectivo é a classificação geral, Van Garderen será o líder e terá ao seu lado a experiência de Sanchez e a excelente companhia de Dennis, vencedor do Santos Tour Down Under '15.


Bora-Argon 18

Equipa (22): Jan Bárta (3); Sam Bennet (0); Emanuel Buchmann (0); Zakkari Dempster (2); Bartosz Huzarski (4); José Mendes (2); Dominik Nerz (4); Andreas Schillinger (2); Paul Voss (5).

A Bora é uma equipa alemã e uma das equipas que recebeu um Wildcard para participar no Tour. A equipa mudou de patrocinador recentemente, anteriormente a equipa era conhecida como Team NetApp Endura, e acabou por perder as suas maiores estrelas, Leopold Konig e Tiago Machado, para equipas do World Tour.

No Tour a Bora já conseguiu um top-10, com o 7º lugar na geral em 2014.

Objectivos da equipa:

As aspirações da Bora deverão ser diminutas. Mesmo tendo vencido o CRE do Giro del Trentino - Melinda sobre a Sky, o perfil desse CR era bem mais plano e com menos de metade da distância.

A Bora deverá procurar colocar homens nas fugas ao longo da prova e tentar daí retirar alguns frutos. Em termo individuais a Bora tem três bons talentos, Bárta, Bennet e Nerz.

Jan Bárta fez 3º no CRI do Tour do ano passado, e a curta distância este ano não o beneficia, ainda assim é candidato a um bom resultado.

Sam Bennet, com alguns bons resultados esta época, será a aposta da Bora ao sprint.

Nerz chegou este ano vindo da BMC, tem apenas 25 anos mas é talvez o que tem o currículo mais rico da equipa. Dois pódios em etapas da Vuelta, 14º na Geral da Vuelta em 2013 e 9º na Geral na Polónia em 2014 fazem dele a melhor chance na geral para a Bora.


Bretagne - Séché Environnement

Equipa(28): Pierrick Fedrigo (12); Brice Feillu (5); Eduardo Sepúlveda (0); Anthony Delaplace (4); Armindo Fonseca (1); Arnaud Gerard (5); Florian Vachon (1); Pierre-Luc Perichon (0); Frederic Brun (0).

Esta é o 2º wildcard que a equipa recebe para participar no Tour, depois de já ter participado em 2014. Eles correrão em casa entre a 7ª e a 9ª etapas.

Objectivos da equipa:

Apesar do 16º lugar na geral de Feillu em 2014 e da sua vitória de etapa na estreia no Tour em 2009, as atenções da equipa deverão estar voltadas para o único Argentino no pelotão, Eduardo Sepúlveda, após realizar alguns bons resultados esta época na Route du Sud, Turquia, em San Luis e vencendo a Clássica Sud Ardèche.

A experiência de Fedrigo, com 4 vitórias de etapas no Tour também se espera que se traduza em resultados.

Espera-se então que a equipa coloque homens em fuga na maioria dos dias da prova e que um dos seus atletas termine entre o top-20 e 30. Uma vitória de etapa, apesar de pouco provável, seria o resultado da temporada.


Cannondale - Garmin

Equipa (47): Andrew Talansky (5); Daniel Martin (7); Ryder Hesjedal (15); Jack Bauer (3); Kristijan Koren (5); Sebastian Langeveld (5); Ramunas Navardauskas (5); Dylan van Baarle (1); Nathan Haas (1).

Uma equipa de grandes talentos que resultou da união de duas grandes equipas do pelotão em 2014, a Cannondale e a Garmin Sharp. Com uma época muito abaixo do esperado até à data, Formolo e a sua vitória de etapa no Giro figuram como o ponto mais alto da equipa.

7 participações, 7 vitórias de etapas, 6 top-10 e o terceiro lugar de Bradley Wiggins, em 2009, são os números da equipa à partida para o Tour.

Objectivos da equipa:

O objectivo desta equipa, bem conhecida pelas suas tácticas inovadoras, será o top-10. À partida com 3 líderes de equipa, Dan Martin, Andrew Talansky e Ryder Hesjedal, espera-se muita acção.

Eles irão ter grandes ciclistas a acompanhá-los, mas também possíveis vencedores de etapas. Jack Bauer e Navardauskas terão boas chances e com certeza quando houver acção será difícil não encontrar um elemento da Cannondale - Garmin envolvido.


Cofidis

Equipa (33): Daniel Navarro (11); Nacer Bouhanni (5); Christophe Laporte (0); Florian Senechal (0); Geoffrey Soupe (3); Julien Simon (3); Luis Ángel Maté (7); Nicolas Edet (4); Kenneth Vanbilsen (0).

A Cofidis é uma das equipas da casa que volta a receber Wildcard para participar no Tour. A dispendiosa contratação de Bouhanni marca o ano da equipa, que ainda não conseguiu corresponder às expectativas do jovem francês devido à sua falta de eficácia em liderá-lo nos momentos finais.

Com 18 participações no Tour, 10 vitórias de etapas, 5 top-10 e uma Polka-dot, a Cofidis tentará acabar com o jejum de etapas das equipas Wildcard desde 2008. O melhor resultado aconteceu em 1998 com o 3º lugar de Bobby Julich.

Objectivos da equipa:

O principal objectivo da equipa esteve por um fio, após a queda de Bouhanni no campeonato nacional de estrada francês a poucos metros do final, que quase colocou de fora a jovem vedeta. Ele deverá começar a competição de alguma forma condicionado, porém a escolha da equipa é clara para conseguir o melhor comboio para lançar Bouhanni para a vitória ao sprint.

Maté, Simon e Edet, o último vencedor da camisola da montanha na Vuelta'13, são esperados para figurar em várias fugas ao longo da prova.

Daniel Navarro, 9º em 2013, será a aposta para o melhor lugar na geral este ano.


Etixx - Quick Step

Equipa (65): Mark Cavendish (15); Michal Kwiatkowski (3); Tony Martin (11); Rigoberto Uran (11); Zdenek Stybar (2); Mark Renshaw (12); Julien Vermote (3); Matteo Trentin (3); Michal Golas (5).

Após mais um falhanço na geral no Giro a Etixx - Quick Step escolhe a equipa para aquilo que faz melhor, vencer etapas.

Esta será a 14ª participação da equipa no Tour, que conta com 24 vitórias de etapas no palmarés, 1 camisola verde e 2 polka-dot.

Objectivo da equipa:

Etapas, etapas e mais etapas. Este será o objectivo da Etixx.

Cavendish tem vindo a realizar uma boa temporada, sem Kittel à vista e com uma equipa quase exclusivamente preparada para o levar ao sucesso é o principal favorito, entre os puros sprinters do pelotão, à vitória de etapas.

Kwiatkowski, actual campeão mundial em título, será o candidato a etapas com finais mais clássicos e Rigoberto Uran, parte para um objectivo à muito definido, correrá livre e tentará vencer em etapas mais montanhosas, onde será apoiado por Golas e Vermote.

Stybar irá focar-se na etapa dos paralelos, enquanto Martin é o principal favorito a vencer o Contra-Relógio inicial.


Europcar

Equipa (49): Bryan Coquard (1); Cyril Gautier (5); Yohann Gene (8); Bryan Nauleau (1); Perrig Quemeneur (4); Pierre Rolland (8); Romain Sicard (4); Angelo Tulik (1); Thomas Voeckler (17).

A Europcar é uma de 3 equipas francesas a receber Wildcard para participar no Tour e deverá ser a mais experiente e capaz de conseguir resultados das 3. É a única equipa composta exclusivamente por atletas franceses,

Esta é a 15ª participação da equipa no Tour, com 9 vitórias de etapas, 2 top-10, 1 camisola branca e duas Polka-dot. Voeckler conseguiu o melhor resultado da equipa em 2011 com o 4º posto da geral.

Objectivos da equipa:

Rolland, com dois top-10 e duas vitórias de etapas, será a aposta da equipa para a geral.

Coquard e Voeckler, que participa no Tour desde 2003, serão as principais armas da equipa à vitória de etapas ao sprint e na montanha, respectivamente.

Uma equipa bastante tradicional, da qual poderemos esperar muita acção principalmente nas etapas mais montanhosas.


FDJ

Equipa (68): Sébastien Chavanel (7); Arnaud Démare (2); Alexandre Geniez (6); William Bonnet (12); Matthieu Ladagnous (6); Steve Morabito (11); Thibaut Pinot (5); Jérémy Roy (11); Benoit Vaugrenard (8).

A FDJ é uma das equipas francesas no WorldTour e irá ser representada quase totalmente por franceses, apenas Steve Morabito é suíço.

No passado a FDJ já conseguiu 8 vitórias de etapas, uma camisola verde o no ano passado Thibaut Pinot fechou o pódio da classificação geral.

Objectivos da equipa:

Apesar de ter duas estrelas nacionais em ascensão na sua equipa, a FDJ vai procurar focar as suas energias em Pinot. Com o vento que poderá aparecer nas etapas iniciais a FDJ irá proteger o seu líder e mantê-lo seguro para evitar desastres na classificação geral.

Depois disso, se tudo correr bem, a equipa irá prestar maior apoio a Démare para tentar vencer alguma etapa ao sprint.

Com Pinot as ambições serão não só tentar vencer uma etapa mas também conseguir pelo menos o top-10 no Tour.


Giant-Alpecin

Equipa (41): Warren Barguil (2); Roy Curvers (4); John Degenkolb (6); Tom Dumoulin (3); Simon Geschke (6); Koen de Kort (9); Georg Preidler (2); Ramon Sinkeldman (2); Albert Timmer (7).

A Giant aparece desfalcada este ano, Kittel que foi apanhado por um vírus no início da época não conseguiu recuperar a sua forma e a equipa decidiu deixar a sua maior estrela de fora.

Os sucessos da equipa no passado são 8 vitórias de etapas, todas elas de Kittel.

Objectivos da equipa:

A Giant pode ter perdido a sua maior estrela de 2014, mas tem outra na manga. Degenkolb não é tão rápido mas é mais versátil e será a aposta da equipa para esses sprints mais selectivos.

A amarela na 2ª etapa também deverá ser algo na mente da Giant. Dumoulin é um excelente contra-relogista e, apesar da sua tenra idade, os resultados dizem-nos que irá dar trabalho aos favoritos, Tony Martin e Cancellara.


IAM Cycling

Equipa (61): Matthias Brandle (3); Sylvain Chavanel (18); Stef Clement (14); Jérome Coppel (6); Martin Elmiger (7); Mathias Frank (6); Reto Hollenstein (2); Jarlinson Pantano (2); Marcel Wyss (3).

Este será o primeiro ano em que a equipa participará no Tour enquanto equipa do WorldTour.

A IAM ainda não possui qualquer vitória na competição.

Objectivos da equipa:

"Tudo o que vem à rede é peixe". É um ditado que pode assentar que nem uma luva à IAM.

Sem sprinter, a estratégia passará totalmente por apoiar Mathias Frank a conseguir o melhor resultado possível na geral.

Mathias Brandle é um ex-detentor do recorde da hora e é candidato a fazer um bom resultado na etapa inicial.

O experiente Sylvain Chavanel já não se encontra com as pernas de outros tempos, como as Clássicas de Primavera e o Giro demonstram. Ainda assim terá carta branca para fazer a sua própria corrida e arriscar sempre que se sentir bem para o fazer e é a maior esperança da equipa a ganhar uma etapa.


Katusha

Equipa (78): Dmitry Kozontchuk (11); Jacopo Guarnieri (2); Marco Haller (0); Luca Paolini (12); Alexander Kristoff (4); Joaquim Rodríguez (21); Tiago Machado (5); Giampaolo Caruso (12); Alberto Losada (11).

A Katusha inicia o Tour no topo da classificação por equipas do WorldTour, após ter vencido o Tour de Suisse. A equipa parte para o Tour com o seu maior candidato de olhos postos na Vuelta e com os seus restantes companheiros com muito pouca experiência em "Tour de France".

A Katusha já conseguiu vencer 4 etapas do Tour ao longo da sua história e terminar duas vezes no top-10 da geral. O melhor resultado conseguido foi em 2013, quando Rodríguez fechou o pódio da geral.

Objectivos da equipa:

Joaquim Rodríguez é a arma para geral, um grande competidor, mas a idade e a equipa (sem Moreno e com Kristoff) fazem-me acreditar que o seu real objectivo do espanhol será a Vuelta. O Tour não será ignorado mas servirá principalmente para se testar e para nos colar à TV quando começar a trepar aquelas subidas intensas de curta distância. Estará ali entre o top-10 e o top-20 na geral e no top-3 em uma ou outra etapa.

O verdadeiro objectivo deverá ser a camisola verde dos pontos, com as alterações sofridas no regulamento a favorecerem Kristoff. Ele que já possui 17 vitórias esta temporada será então o atleta mais promissor à vitória de etapas e da camisola verde em Paris.


Lampre - Merida

Equipa (61): Matteo Bono (9); Davide Cimolai (3); Rui Costa (6); Kristijan Durasek (2); Nelson Oliveira (4); Rúben Plaza (7); Filippo Pozzato (13); Jose Rodolfo Serpa (10); Rafael Valls (7).

Uma equipa que parece desfasado do seu maior talento. A única equipa italiana no WorldTour não parece focar-se muito no Tour ao contrário de Rui Costa que encara a prova como o seu maior desafio.

Esta será a 18ª participação da equipa no Tour, que conta com 12 vitórias de etapas, 3 top-10, das camisolas verdes e uma branca. O melhor resultado foi o 3º lugar de Rumsas em 2002.

Objectivos da equipa:

O principal deverá ser colocar Rui Costa no top-10. Com uma equipa bastante versátil, capaz de o apoiar em todos os tipos de etapas, teoricamente será um objectivo alcançável, mas no Tour nem sempre a teoria se revela na prática. Porém não será o único objectivo da equipa.

Marcar presença em algumas fugas e tentar vencer algumas etapas deverá ser também o desejo da equipa. Com Cimolai ao sprint e Rui Costa nas etapas de média montanha esse será o segundo objectivo da equipa, ou o primeiro.


LottoNL - Jumbo

Equipa (61): Wilco Kelderman (3); Laurens ten Dam (11); Robert Gesink (10); Paul Martens (5); Steven Kruijswijk (8); Tom Leezer (4); Sep Vanmarcke (3); Bram Tankink (13); Jos van Emden (4).

Começou como Kwantum - Decosol, ficou bastante conhecida, pelo melhores e piores motivos, enquanto Rabobank, o ano passado era conhecida como Belkin e este ano aparece LottoNL - Jumbo.

No Tour é uma equipa que já conta com 30 participações, nas quais conseguiu 46 vitórias de etapas, duas camisolas verdes e uma polka-dot, dez top-10 e como melhor resultado tem o 3º lugar da geral de Menchov em 2010, que acabou por lhe ser retirado fazendo o seu colega de equipa, Robert Gesink, subir ao 4º lugar.

Objectivos da equipa:

Com tantos grandes nomes, a LottoNL procurará colocar um homem no top-10 final.

A liderança será divida entre o experiente, Gesink, e o jovem talento, Kelderman, para evitar que uma terceira queda de Gesink no Tour afecte as ambições à geral da equipa.

Eles terão o apoio de Ten Dam e de Kruijswijk, outros dois grandes atletas com capacidade para terminar no top-10 da prova.

Vanmarcke não conseguiu ser bem sucedido em resultados nas Clássicas, ainda assim vai ser a aposta da equipa para liderar nos paralelos e quem sabe vencer essa etapa.


Lotto - Soudal

Equipa (71): Lars Bak (13); Thomas de Gendt (6); Jens Debusschere (2); Tony Gallopin (5); André Greipel (10); Adam Hansen (18); Gregory Henderson (9); Marcel Sieberg (7); Tim Wellens (1).

Em competição desde 1985, esta será a 29ª aparição da equipa no Tour.

Historicamente a Lotto carrega consigo 27 vitórias de etapas, 7 top-10, duas camisolas verdes, uma vermelha (camisola que pertencia à contagem dos pontos de sprints intermédios) e dois 2ºs postos na geral de Cadel Evans em 2007 e 2008.

Objectivos da equipa:

Sem candidato à geral o objectivo da equipa será etapas.

Etapas de todos os géneros. André Greipel desde 2008 vence pelo menos uma etapa em cada grande volta em que participa, será a aposta para finais ao sprint.

Tony Gallopin, vencedor de uma etapa em 2014, De Gendt, 3º no Giro 2012, e Wellens, vencedor do Eneco Tour 2014, serão as armas para etapas de terreno mais acidentado.


Movistar

Equipa (59): Nairo Quintana (4); Alejandro Valverde (16); José Herrada (5); Adriano Malori (6); Gorka Izagirre (5); Winner Anacona (4); Jonathan Castroviejo (4); Imanol Erviti (14); Alex Dowsett (1).

A equipa mais veterana do pelotão, com 31 participações, poderá trazer uma nova nacionalidade à lista de vencedores do Tour.

A Movistar traz consigo 29 vitórias de etapas, 30 top-10, 8 camisolas amarelas, 1 polka-dot e 3 brancas.

Objectivos da equipa:

Levar Quintana ao lugar mais alto do pódio. Com uma experiente equipa, bastante versátil, Quintana estará bastante bem acompanhado em todos os tipos de terreno, bem como terá um excelente apoio para o Contra-Relógio de Equipas afim de não perder demasiado tempo para os rivais

Algumas vitórias de etapas também poderão acontecer, logo desde a primeira etapa com Adriano Malori. Valverde também poderá ter várias oportunidades ao longo das 21 etapas.


MTN - Qhubeka

Equipa (40): Edvald Boasson Hagen (7); Stephen Cummings (7); Tyler Farrar (13); Jacques van Rensburg (1); Reinardt van Rensburg (1); Merhawi Kudus (1); Louis Mentjes (1); Serge Pauwels (7); Daniel Teklehaimanot (2).

A MTN é a grande aposta no ciclismo africano. Com as grandes contratações de Boasson Hagen, Farrar, Goss, Bos, Cummings a equipa conseguiu entrar na alta roda do ciclismo e receber um wildcard para se tornar a primeira equipa africana a competir no Tour desde 1950.

Obectivos da equipa:

A equipa procurará aparecer nas mais diversas fugas e colocar Meintjes, a sua mais jovem esperança, em boa posição nas etapas mais montanhosas.

Teklehaimanot conseguiu a primeira vitória WorldTour para a equipa com a camisola de pontos de montanha do Dauphiné e com certeza o veremos atacar nesta categoria.

Farrar e Boasson Hagen serão armas ao sprint, dificilmente conseguirão vencer alguma etapa tendo em conta a concorrência, porém alguns top-10 deverão surgir.


Orica - GreenEDGE

Equipa (58):Michael Albasini (10); Luke Durbridge (4); Simon Gerrans (14); Daryl Impey (3); Michael Matthews (4); Svein Tuft (7); Pieter Weening (14); Adam Yates (1); Simon Yates (1).

A equipa australiana é bem conhecida pela sua espectacular determinação e foco! Excelentes contra-relogistas, sprinters (com alguma versatilidade) e mais recentemente trepadores.

Em 3 participações no Tour a equipa conseguiu 2 vitórias de etapas.

Objectivos da equipa:

À semelhança da Etixx o objectivo da Orica à partida para o Tour será apenas etapas!

Com metade da equipa a trabalhar para a outra metade a esperança é que Matthews e Gerrans vençam uma etapa ao sprint e os irmão Yates tentem a sua sorte na montanha.

Apesar de não o dizerem em público, um grande objectivo da equipa deverá ser vencer o Contra-Relógio por Equipas, como já o fizeram no Giro.


Team Sky

Equipa (60): Christopher Froome (9); Richie Porte (8); Geraint Thomas (7); Peter Kennaugh (5); Ian Stannard (6); Luke Rowe (2); Nicolas Roche (13); Leopold Konig (3); Wout Poels (7).

Depois de 2 anos seguidos de amarelo, o azar bateu à porta em 2014 com o abandono de Froome do Tour. Esta é uma situação que tentarão superar este ano, porém esperam que o desempenho, azarado, de Porte no Giro não seja um sinal.

5 participações no Tour, 11 vitórias de etapas, 3 top-10 e 2 camisolas amarelas são os números da Sky à partida pra o Tour.

Objectivos da equipa:

Todas as atenções desta super-equipa irão estar voltadas para Chris Froome e para a conquista da camisola amarela. Qualquer outra conquista durante a competição não lhes satisfará nem um pouco o apetite.


Tinkoff - Saxo

Equipa (119): Alberto Contador (13); Peter Sagan (5); Michael Rogers (14); Rafal Majka (6); Daniele Bennati (18); Ivan Basso (19); Roman Kreuziger (12); Michael Valgren (1); Matteo Tosatto (31).

A equipa de Oleg Tinkov tem feito os cabeçalhos com a vitória do Giro e as críticas do próprio a Peter Sagan e à sua falta de resultados nas Clássicas. É uma pena ver que Sérgio Paulinho não foi escolhido para ajudar Contador na sua luta pela amarela, e falha o seu primeiro Tour desde 2008.

Esta é a 16ª participação da equipa, com 24 vitórias de etapas, 16 top-10, 2 camisolas amarelas, 3 Polka-dot e 2 brancas. As camisolas amarelas foram as de Sastre em 2008 e Andy Schleck em 2010.

Objectivos da equipa:

Os objectivos, daquela que deverá ser a equipas com os atletas mais experientes do pelotão, são claros, tornar Contador parte de um reduzido lote de atletas que conseguiu vencer o Giro e o Tour na mesma temporada. Majka, vencedor da Polka em 2014 desempenhará um papel fundamental de apoio a Contador nas etapas mais montanhosas.

Adicionalmente, dependendo do estado da corrida e da competição, poderão apoiar Sagan à conquista de etapas e da "sua" camisola verde.


Trek Factory Racing

Equipa (83): Julián David Arredondo (2); Fabian Cancellara (17); Stijn Devolder (7); Laurent Didier (4); Markel Irizar (12); Bob Jungels (1); Bauke Mollema (8); Gregory Rast (8); Haimar Zubeldia (24).

A equipa atingiu o seu ponto alto com os irmãos Schleck, algo que acabou por durar por pouco tempo. Com os anos a passarem por Cancellara a necessidade de procurar por novas estrelas é uma necessidade, porém os resultados teimam em não aparecer.

A equipa já participou por 4 vezes no Tour, conseguiu 3 etapas e 4 top-10. O seu melhor resultado foi o 2º lugar na geral de Andy Schleck em 2011.

Objectivo da equipa:

Colocar Mollema no top-10 usando a grande experiência de Zubeldia para isso. Zubeldia por conseguir terminar ele próprio no top-10 ou 20 em tal função.

Cancellara venceu os últimos 4 CRIs/Prólogos iniciais do Tour e será desejável que o volte a fazer.

Arredondo venceu a camisola da montanha do Giro'14 e dependendo de como as coisas estiverem poderá ter liberdade para atacar a polka-dot ou tentar vencer uma ou outra etapa de montanha.

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