Etapa 10 - Civitanova Marche - Forli (200 km.)
Começou a segunda semana do Giro d'Italia 2015. Ao estilo da primeira semana, a prova recomeçou de forma surpreendente e com alguma polémica.
Começo por falar da corrida, deixo a polémica para o fim.
Etapa plana, apenas com uma contagem de 4ª categoria ao km 107, para a qual se esperava uma chegada de pelotão compacto ao sprint. Mas não foi isso que aconteceu
e a fuga do dia, mais uma vez neste Giro, levou a melhor!
Escapados logo no início da prova, 5 italianos, Oscar Gatto (Androni - Giocattoli), Nicola Boem (Bardiani - CSF), Alessandro Malaguti (Nippo - Vini Fantini), Matteo Busato (Southeast) e Alan Marangoni (Team Cannondale - Garmin), foram sempre seguidos de perto pelo pelotão e nunca conseguiram estabelecer uma diferença superior a 5'.
Durante a etapa vimos Pelucchi (IAM Cycling) desistir, ainda ressentido das mazelas que sofreu na sua queda logo na 2ª etapa, outro sprinter a menos no final, depois de já Matthews ter anunciado que se iria guardar as suas forças nesta etapa para lutar pela de amanhã.
Com Matthews de fora da luta pela etapa, as equipas que se dignaram a lutar por trazer de volta a fuga foram a Lotto - Soudal, a Giant - Alpecin e a Trek Factory Racing, com o objectivo de levar os seus sprinters, Greipel, Nizzolo e Mezgec, à vitória em Forli.
Essa perseguição terminou sem sucesso, parece que nenhuma equipa trabalha tão bem para o seu sprinter quanto a Orica GreenEDGE, e o mais rápido da fuga (sem Gatto que furou a 13 km. da meta) Nicola Boem levou para casa a vitória da 10ª etapa.
Nicola Boem que já tinha participado na fuga na 7ª etapa, e tinha terminado a mesma isolado na última posição. Desta vez levou a melhor sobre o pelotão e os seus companheiros da fuga dando assim a 5ª vitória de etapa para italianos nesta edição do Giro. Boem passou também a vestir a camisola de pontos, que pertencia ao seu compatriota Elia Viviani (Team Sky).
Após uma fuga de 5 italianos, a etapa teve um top-6 italiano com Boem, Busato, Malaguti (natural de Forli), Marangoni, Nizzolo e Modolo.
Outro facto é que desde 2011 que não acontecia 9 ciclistas diferentes ganharem as primeiras 9 etapas da prova.
Vamos agora à polémica...
Foto: Tim de Waele
Infelizmente, a 7 km. do final da etapa, o australiano candidato à vitória do Giro, Richie Porte (Team Sky) teve um furo na roda dianteira.
Outro australiano, Simon Clarke (Orica - GreenEDGE) prontificou-se a ajudá-lo num acto de fair-play e deu-lhe a sua roda.
Porte e a sua equipa voltaram à estrada, contando ainda com a ajuda de outro australiano, Michael Matthews, tentando minimizar as perdas para Aru e Contador. Porte acabou por cortar a meta 47'' depois dos seus adversários directos.
A polémica surgiu depois, quando a UCI penalizou Richie Porte em 2', ao aplicar a regra que impede que um atleta receba assistência técnica por parte de um atleta de outra equipa.
Muitos foram os ciclistas, mecânicos, gestores desportivos, jornalistas, etc. que se aprontaram a criticar a decisão da UCI, apelando ao fair-play entre atletas.
A minha opinião é simples, uma coisa é ajudar um ciclista caído a levantar, parar para ver se está tudo bem, dar água ou alimento que são necessidades básicas, outra é doar um pneu, uma bicicleta, ou qualquer outro elemento da bicicleta.
Azares acontecem, onde estavam os elementos da Sky quando o seu líder furou? Na foto acima dá para ver um deles observando Clarke a assistir Porte. Porque não o assistiu ele?
Desconhecimento das regras? Pressão pela situação?
Se eu fosse um atleta de alta competição o mínimo que eu poderia fazer era saber por que regras o meu desporto é regido. Quanto à pressão, para ser um vencedor, há que saber lidar com ela.
Cada equipa é composta por 9 elementos e não mais que isso, num desporto que envolve milhões começaria a tornar-se suspeito ver equipas ajudar outras equipas ao longo das provas e fazer-se vista grossa.
Era bom que não houvessem problemas mecânicos, nem quedas mas todos estão sujeitos e as regras existem para ser cumpridas.
Agora a 3'09'' do líder, Alberto Contador, Porte vai ter que arriscar muito mais e precisa da sua equipa a 100% para chegar de novo a um lugar no pódio. O espectáculo está garantido!
Links:
Melhores momentos da 10ª etapa
Classificações Completas
______________________________________________________________________
Etapa 11 - Forli - Imola (153 km.)
"Marussia" rebenta com a concorrência em Imola.
Podia ser uma notícia de F1, mas não, falamos mesmo do desempenho do russo Ilnur Zakarin (Team Katusha) e da forma como ele venceu a etapa 11 com um ataque avassalador.
Este foi um dia bem sucedido para a equipa russa, com a vitória também de Alexander Kristoff, em Sarpsborg, na primeira etapa do Tour da Noruega.
Um dia marcado pelo aparecimento da chuva no Giro, causando algum nervosismo e quedas, entre elas a de Urán à entrada da última volta, mais um dia em que a fuga levou a melhor sobre o pelotão.
Os ataques ao pelotão começaram logo no início, com uma contagem ao sprint aos 7.9 km, muitos eram os interessados. Nizzolo (Trek Factory Racing) foi o primeiro a passar seguido de Viviani (Team Sky) e Nicola Boem (Bardiani - CSF).
Cedo um quarteto conseguiu destacar-se do pelotão, porém, pressionado pelo pelotão de forma que mais seis se conseguiram juntar a eles e formar a fuga do dia com Franco Pellizotti (Androni Giocattoli - Sidermec), Ilnur Zakarin, Carlos Betancur e Matteo Montaguti (AG2R La Mondiale), Beñat Intxausti e Ruben Fernandez (Movistar), Diego Rosa (Astana), Steven Kruijswijk (Team LottoNL - Jumbo), Marek Rutkiewicz (CCC Sprandi Polkowice) e Ryder Hesjedal (Team Cannondale - Garmin).
Depois de ter falhado na perseguição na etapa 10 o pelotão nunca deu mais de 4' a esta fuga.
Com a BMC na perseguição a 45 km. do final a fuga estava a apenas 1', e 15 km. depois a equipa Norte-Americana decidiu lançar Stefan Kung ao ataque e deixou a cabeceira do pelotão, assumida a partir daí pela Orica - GreenEDGE.
A 23 km. da corrida Zakarin decidiu dar espectáculo e avançou de forma brutal para a vitória da etapa, sem dar hipóteses a ninguém de o seguir. Ele atravessou a linha de chegada com 53'' de vantagem sobre os seus colegas de fuga.
Betancur foi 2º, ele que já não atingia um pódio desde o Paris-Nice '14, e Pellizotti foi 3º. O grupo do maglia rosa chegou 1'02'' atrás do russo e não trouxe mexidas merecedoras de destaques na classificação geral.
A etapa ficou marcada por um ataque de Contador a pouco mais de 6 km. da chegada, um ataque sem intenção de ganhar tempo apenas de mostrar para o que veio e que está em boa forma. Apenas responderam a esse ataque Lobato (Movistar) e Cataldo (Astana).
A camisola de montanha voltou a trocar de mãos, com Beñat Intxausti a recuperá-la de Simon Geschke (Team Giant - Alpecin).
______________________________________________________________________
Etapa 12 - Imola - Vicenza (190 km.)
Etapa plana durante os primeiros 126 km. de corrida, para a partir daí começarem as subidas e descidas, com três contagens de montanha, terminando com uma contagem de 4ª categoria. Esta era à partida uma etapa bem ao estilo dos atletas mais vocacionados para clássicas.
Depois de tantas fugas terem conseguido vingar hoje o pelotão decidiu tomar precauções e adoptou uma velocidade de corrida bem mais rápida, de cerca de 52km/h, pelo menos durante os primeiros 70 km. de corrida, que foi quando foi permitido a uma fuga seguir o seu caminho.
Nessa fuga figuraram Patrick Geschk (AG2R La Mondiale), Davide Appollonio (Androni - Giocattoli), Enrico Barbin (Bardiani - CSF), Kenny Elissonde (FDJ) e Nick Van der Lijke (LottoNL - Jumbo).
A fuga foi seguida de perto pela Orica e nunca conseguiu mais de 2'. Com 55 km para o final estava extinta.
Esta não foi uma etapa nada fácil, os atletas tiveram que subir uma autêntica parede com um máximo de 17% de elevação em Crosara e se achavam que as descidas iam ser fáceis enganam-se porque a chuva as tornou bem mais complicadas, como se pode ver neste vídeo com Alexandre Geniez (FDJ) como protagonista.
Com essas condições a etapa ficou marcada por algumas quedas, com Betancur, Atapuma (BMC), Gerrans (Orica) entre os afectados.
Durante as montanhas foram vários os ataques, onde apenas Intxausti levou a melhor ao conseguir somar preciosos pontos à sua camisola da montanha.
No final foi o vencedor de 3 edições da Amstel Gold Race, Philippe Gilbert (BMC), o mais forte, e cruzou a meta 3'' à frente de Contador e de Ulissi que completaram o pódio.
Aru mostrou mais uma vez debilidades e chegou 8'' atrás de Contador, aumentando assim a vantagem do atleta espanhol para 17''.
Não terminaram a etapa Manuel Belletti (Southeast), Stefan Kung (BMC) e Jaroslaw Marycz (CCC Sprandi Polkowice).
Etapa 12 - Imola - Vicenza (190 km.)
Etapa plana durante os primeiros 126 km. de corrida, para a partir daí começarem as subidas e descidas, com três contagens de montanha, terminando com uma contagem de 4ª categoria. Esta era à partida uma etapa bem ao estilo dos atletas mais vocacionados para clássicas.
Depois de tantas fugas terem conseguido vingar hoje o pelotão decidiu tomar precauções e adoptou uma velocidade de corrida bem mais rápida, de cerca de 52km/h, pelo menos durante os primeiros 70 km. de corrida, que foi quando foi permitido a uma fuga seguir o seu caminho.
Nessa fuga figuraram Patrick Geschk (AG2R La Mondiale), Davide Appollonio (Androni - Giocattoli), Enrico Barbin (Bardiani - CSF), Kenny Elissonde (FDJ) e Nick Van der Lijke (LottoNL - Jumbo).
A fuga foi seguida de perto pela Orica e nunca conseguiu mais de 2'. Com 55 km para o final estava extinta.
Esta não foi uma etapa nada fácil, os atletas tiveram que subir uma autêntica parede com um máximo de 17% de elevação em Crosara e se achavam que as descidas iam ser fáceis enganam-se porque a chuva as tornou bem mais complicadas, como se pode ver neste vídeo com Alexandre Geniez (FDJ) como protagonista.
Com essas condições a etapa ficou marcada por algumas quedas, com Betancur, Atapuma (BMC), Gerrans (Orica) entre os afectados.
Durante as montanhas foram vários os ataques, onde apenas Intxausti levou a melhor ao conseguir somar preciosos pontos à sua camisola da montanha.
No final foi o vencedor de 3 edições da Amstel Gold Race, Philippe Gilbert (BMC), o mais forte, e cruzou a meta 3'' à frente de Contador e de Ulissi que completaram o pódio.
Aru mostrou mais uma vez debilidades e chegou 8'' atrás de Contador, aumentando assim a vantagem do atleta espanhol para 17''.
Não terminaram a etapa Manuel Belletti (Southeast), Stefan Kung (BMC) e Jaroslaw Marycz (CCC Sprandi Polkowice).
Links:
Classificações Completas
______________________________________________________________________
Etapa 13 - Montecchio Maggiore - Lido di Jesolo (147 km.)
Hoje esperava-se, talvez, a etapa mais calma de todo o Giro. Completamente plana ao longo de todo o seu percurso e a mais curta sem contar com os CRs.
A fuga do dia foi formada logo no início por Rick Zabel (BMC), Jerome Pineau (IAM) e Marco Frapporti (Androni Giocattoli). Esta nunca conseguiu atingir mais de 2'30'' de vantagem sobre o pelotão, mesmo assim vingou durante cerca de 130 km. até faltarem 17 km. para o final.
Sexta-feira, etapa 13, não poderia ser um dia tranquilo para todos os atletas.
3.4 km. para o final, 400m. para a marca dos 3 km., ponto a partir do qual os atletas não são prejudicados por qualquer perda de tempo causada por problemas mecânicos ou quedas, o pior aconteceu.
Queda no pelotão, levando ao asfalto muitos atletas, entre eles Contador e Porte. Dos principais candidatos à geral só Aru e Uran escaparam ao desastre.
A etapa terminou como se esperava, ao sprint, com Modolo (Lampre - Merida) a levar a melhor sobre Nizzolo (Trek Factory Racing) e Elia Viviani (Team Sky). Apesar do sprint de Modolo ter fugido um pouco do convencional, começando à esquerda e terminando à direita, os júris mantiveram-no no lugar mais alto do pódio.
Mais um pódio completo por italianos.
3ª vitória da Lampre - Merida, única equipa italiana do World Tour, na competição depois de Polanc e Ulissi.
12 etapas de estrada 12 vencedores de etapa diferentes.
Pela primeira vez Alberto Contador perdeu uma camisola de líder numa Grande Volta.
É verdade, a queda trouxe mexidas significativas na classificação geral com Aru a conquistar a maglia rosa de Contador com 19'' de vantagem, Kreuziger assumiu a 4ª posição à frente de Cataldo, Visconti passou para 9º ultrapassado por Caruso e Amador enquanto Trofimov (Team Katusha) entrou para o top-10. Richie Porte o mais azarado desceu para 17º da geral a 5'05'' do líder.
Amanhã no duro CRI só a camisola azul da montanha não será envergada por italianos, permanecendo com o espanhol Intxausti. A camisola vermelha de pontos será vestida por Viviani que ganhou a posição a Boem e empata assim no topo com Nizzolo. Já que Aru vestirá a maglia rosa a camisola branca da juventude será envergado pelo 2º classificado dessa lista que é o jovem promissor Davide Formolo.
Simon Gerrans não começou a etapa, foi forçado a abandonar devido à sua queda na etapa 12.
______________________________________________________________________
Etapa 13 - Montecchio Maggiore - Lido di Jesolo (147 km.)
Hoje esperava-se, talvez, a etapa mais calma de todo o Giro. Completamente plana ao longo de todo o seu percurso e a mais curta sem contar com os CRs.
A fuga do dia foi formada logo no início por Rick Zabel (BMC), Jerome Pineau (IAM) e Marco Frapporti (Androni Giocattoli). Esta nunca conseguiu atingir mais de 2'30'' de vantagem sobre o pelotão, mesmo assim vingou durante cerca de 130 km. até faltarem 17 km. para o final.
Sexta-feira, etapa 13, não poderia ser um dia tranquilo para todos os atletas.
3.4 km. para o final, 400m. para a marca dos 3 km., ponto a partir do qual os atletas não são prejudicados por qualquer perda de tempo causada por problemas mecânicos ou quedas, o pior aconteceu.
Queda no pelotão, levando ao asfalto muitos atletas, entre eles Contador e Porte. Dos principais candidatos à geral só Aru e Uran escaparam ao desastre.
A etapa terminou como se esperava, ao sprint, com Modolo (Lampre - Merida) a levar a melhor sobre Nizzolo (Trek Factory Racing) e Elia Viviani (Team Sky). Apesar do sprint de Modolo ter fugido um pouco do convencional, começando à esquerda e terminando à direita, os júris mantiveram-no no lugar mais alto do pódio.
Mais um pódio completo por italianos.
3ª vitória da Lampre - Merida, única equipa italiana do World Tour, na competição depois de Polanc e Ulissi.
12 etapas de estrada 12 vencedores de etapa diferentes.
Pela primeira vez Alberto Contador perdeu uma camisola de líder numa Grande Volta.
É verdade, a queda trouxe mexidas significativas na classificação geral com Aru a conquistar a maglia rosa de Contador com 19'' de vantagem, Kreuziger assumiu a 4ª posição à frente de Cataldo, Visconti passou para 9º ultrapassado por Caruso e Amador enquanto Trofimov (Team Katusha) entrou para o top-10. Richie Porte o mais azarado desceu para 17º da geral a 5'05'' do líder.
Amanhã no duro CRI só a camisola azul da montanha não será envergada por italianos, permanecendo com o espanhol Intxausti. A camisola vermelha de pontos será vestida por Viviani que ganhou a posição a Boem e empata assim no topo com Nizzolo. Já que Aru vestirá a maglia rosa a camisola branca da juventude será envergado pelo 2º classificado dessa lista que é o jovem promissor Davide Formolo.
Simon Gerrans não começou a etapa, foi forçado a abandonar devido à sua queda na etapa 12.
Links:
Classificações Completas
______________________________________________________________________
Etapa 14 - Treviso - Valdobbiadene (59.4 km.) Contra-Relógio Individual
A etapa estava "dividida" em duas partes, os primeiros 30 km. planos e os restantes bem mais competitivos com uma subida de aproximadamente 3 km. com uma elevação média de 7%. O final também estava marcado por uma subida, não tão elevada, mas igualmente difícil para manter um ritmo intenso.
As mexidas na geral eram esperadas e aconteceram.
A etapa ficou marcada por uma mudança no vento que favoreceu os primeiros a realizar o CRI e desfavoreceu todos os candidatos à geral.
A Sky levou para casa a segunda vitória de etapa, com Vasil Kiryenka a realizar o melhor tempo. Luis Leon Sanchez (Astana) ficou 12'' atrás e Alberto Contador 14''.
Dos restantes favoritos ao top-3, Aru ficou a 3'01'', Uran a 2'45'' e Porte a 4'20''.
Após a etapa o top-3 da Geral ficou assim, com Contador a recuperar a maglia rosa, 2º Aru a 2'28'' e em 3º Amador (Movistar) a 3'36''. Urán encontra-se no 4º posto a 4'14'' e Porte em 17º a 8'52''.
Não será impossível ao atleta da Sky chegar ao top-3, mas ao termos visto hoje no CRI que ele se encontra ressentido fisicamente da queda de ontem, será bastante difícil cumprir o objectivo.
______________________________________________________________________
Etapa 14 - Treviso - Valdobbiadene (59.4 km.) Contra-Relógio Individual
A etapa estava "dividida" em duas partes, os primeiros 30 km. planos e os restantes bem mais competitivos com uma subida de aproximadamente 3 km. com uma elevação média de 7%. O final também estava marcado por uma subida, não tão elevada, mas igualmente difícil para manter um ritmo intenso.
As mexidas na geral eram esperadas e aconteceram.
A etapa ficou marcada por uma mudança no vento que favoreceu os primeiros a realizar o CRI e desfavoreceu todos os candidatos à geral.
A Sky levou para casa a segunda vitória de etapa, com Vasil Kiryenka a realizar o melhor tempo. Luis Leon Sanchez (Astana) ficou 12'' atrás e Alberto Contador 14''.
Dos restantes favoritos ao top-3, Aru ficou a 3'01'', Uran a 2'45'' e Porte a 4'20''.
Após a etapa o top-3 da Geral ficou assim, com Contador a recuperar a maglia rosa, 2º Aru a 2'28'' e em 3º Amador (Movistar) a 3'36''. Urán encontra-se no 4º posto a 4'14'' e Porte em 17º a 8'52''.
Não será impossível ao atleta da Sky chegar ao top-3, mas ao termos visto hoje no CRI que ele se encontra ressentido fisicamente da queda de ontem, será bastante difícil cumprir o objectivo.
Links:
Classificações Completas
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
Etapa 15 - Marostica - Madonna di Campiglio (165 km.)
Com uma contagem de 2ª categoria e duas de 1ª categoria, sendo uma delas o final da etapa. Com um CRI no dia anterior. A etapa 15 tinha tudo para ser emocionante.
Ainda mais com a Maddona di Campiglio a voltar a fazer parte do percurso do Giro, 16 anos depois de marcar o início do fim do histórico, Marco Pantani. Pantani liderava o Giro, havia vencido a sua quarta etapa da prova, porém acabaria por ser expulso da competição ao falhar no teste de hematócrito. Conduzindo assim a uma depressão, vício em cocaína e consequente morte.
Mikel Landa (Astana) foi o sucessor de Pantani no topo da Madonna, seguido de Trofimov e Contador a 2'' e 5'', respectivamente.
A etapa começou bem, com o céu limpo.
A fuga do dia atacou com cerca de 50 km. de etapa, começou com Visconti e logo foi alargada por Zakarin, Intxausti, Sérgio Paulinho (Tinkoff - Saxo), Siutsou (Team Sky), Dupont e Montaguti (AG2R La Mondiale), Diego Rosa (Astana) e Bookwalter (BMC).
A fuga teve alguns ataques, entre os seus elementos, mas não teve sucesso e acabou por sucumbir entre a 2ª e 3ª montanhas do dia.
Antes desse ponto existem algumas incidências a registar. Porte e Urán perderam o contacto na 2ª montanha do dia e terminaram com qualquer esperança que ainda tivessem de acabar no pódio da Geral. Porte já se encontra a 35'57'' de Contador e Urán a 12'15''. Konig passa assim a liderar as ambições da Sky, na 5ª posição a 6'36''.
À partida para a última montanha Aru contava com 4 colegas de equipa, enquanto Contador seguia sozinho, ele que já tinha ganho 1'' ao italiano no sprint intermédio.
O passo forte da Astana foi reduzindo em muito o grupo, sobrando no fim apenas Landa, Aru, Contador e Trofimov. Ocorreram alguns ataques, aos quais Contador se foi defendendo. Aru mostrou algumas dificuldades e o grande vencedor foi Landa.
Com esta excelente prestação Landa subiu ao 4º posto da geral e 2º dos pontos da camisola de montanha.
Links:
Classificações Completas
______________________________________________________________________
Giro d'Italia - Rescaldo da 2ª semana
Segunda semana terminada com muitas novidades.
A semana começou marcada por polémica com Richie Porte a ser penalizado em 2' pelos júris após ter sido assistido por um atleta da Orica, Simon Clarke. Porte perdia então 2'47'' nesse dia para o líder. Mais uma fuga a vingar e mais um italiano a vencer, desta feita foi Nicola Boem.
A etapa 11 foi mais uma vez vencida por uma fuga, desta vez foi a jovem sensação, Ilnur Zakarin, que brilhou no seu ataque final, a mostrar do que é feito o vencedor do Tour da Romandia.
A etapa 12, bem ao estilo das clássicas, era composta por difíceis subidas e ainda mais difíceis descidas. Era a etapa ideal para Gilbert e ele aproveitou, com um ataque em grande estilo no final. Contador aproveitou para mostrar a sua força e ganhar uns segundos no final a toda a concorrência.
A etapa 13 tinha tudo para ser a etapa mais tranquila do Giro. Plana, curta. Se não fosse o 13... A 400m. da marca dos 3 km. uma queda marcou o dia, com a queda de Contador e Porte. Contador conseguiu minimizar as perdas, mas não conseguiu evitar perder pela primeira vez na sua história a camisola de líder numa grande volta. Aru passou assim a ser a nova maglia rosa e Viviani vencia a sua primeira etapa numa Grande Volta, vitória ao sprint, e dava mais uma vitória para o público da casa.
A etapa 14 foi o estrondoso CRI de quase 60 km.. Vasil Kiryenka conseguiu a segunda vitória para a Team Sky. Contador recuperava a maglia rosa e conseguia uma vantagem de 2'28'' para o 2º Fabio Aru. Acabavam aqui as aspirações de Porte à Geral, ressentido das mazelas, e com quase 9' de atraso para Contador.
A última etapa da semana foi de alta montanha. E depois de ver esta etapa 3 pontos valem a pena destacar, a meu ver.
Contador está sem dúvida alguns furos acima de todos os outros atletas e dificilmente perderá a maglia rosa, só se algum problema surgir.
Porte deixa a liderança da Team Sky, ao que tudo indica liderada agora por Konig. Porte era a meu ver, pelo seu desempenho, equipa e capacidades o principal adversário de Contador. Mas as incidências, os azares e a falta de capacidade para lidar com a pressão marcaram o seu Giro e acabaram com as suas esperanças.
Landa venceu a etapa de forma brilhante, mas ainda mais brilhante é o Giro que tem vindo a realizar, ele que já tinha terminado em 2º lugar na primeira etapa de alta montanha da prova. A sua forma, as boa sensações que transmite, a boa forma da Astana e as debilidades que Aru tem apresentado levam-me a pensar se não seria de se reponderar a liderança da Astana afim de um "bem maior".
Até agora todas as 14 etapas desta edição do Giro tiveram vencedores de etapas diferentes, possivelmente um recorde histórico da prova.
Ao longo desta semana mais 14 atletas abandonaram a prova, Matteo Pelucchi e Stef Clement (IAM), Stefan Kung (BMC), Jaroslaw Maricz (CCC Sprandi Polkowice), Manuel Belletti (Southeast), Simon Gerrans e Michael Matthews (Orica GreenEDGE), André Greipel e Gregory Henderson (Lotto Soudal), Tom Boonen (Etixx - Quick Step), Nicola Ruffoni (Bardiani - CSF), Thomas Danielson (Team Cannondale - Garmin), Kristof Vandewalle (Trek Factory Racing) e Oscar Gatto (Androni Giocattoli - Sidermec).
Na Geral temos Contador a 2'35'' de Aru e 4'19'' de Andrey Amador (Movistar).
A Astana continuou bastante activa, pressionante e atacante, mas parece que o seu líder não conseguiu recompensar o trabalho dos seus colegas. Já a Tinkoff acaba sempre com Kreuziger e Rogers como últimos acompanhantes do Pistolero, mas se não fosse a sua grande forma...
Destaque especial para a Movistar, ela que está a realizar o Giro a que se predispôs, mas com todas as incidências acaba por estar numa posição de maior relevo do que se poderia imaginar. Uma vitória de etapa na primeira semana por Intxausti e um segundo lugar de Lobato na 12ª etapa. A liderança da camisola de montanha muito bem encaminhada e trabalhada por Intxausti. 3 atletas no top-20, 2 no top-10, 1 no top-3, são eles Amador, Visconti e Izagirre.
A camisola de pontos termina a segunda semana como na primeira, com o italiano da Sky, Elia Viviani, empatado com outro italiano, Nizzolo.
Com 85 pontos, Intxausti, recuperou a camisola de montanha que havia perdido no final da primeira semana, e segura-a muito bem com 31 pontos de vantagem sobre Landa.
A camisola branca continua com Fabio Aru.
Da participação lusa tivemos esta semana um pouco de acção com Sérgio Paulinho a figurar numa fuga de etapa. Na Geral temos André Cardoso a subir agora em 29º a 46'56'', Sérgio Paulinho também melhorou posições, para 107º a 154'35'', Fábio Silvestre também subiu na Geral e aparece agora em 153º a 196'33''.
Na próxima e última semana teremos montanha, montanha e mais montanha! O Giro continua surpreendente, espero ansioso por ver os resultados em Milão.
______________________________________________________________________
Giro d'Italia - Rescaldo da 2ª semana
Segunda semana terminada com muitas novidades.
A semana começou marcada por polémica com Richie Porte a ser penalizado em 2' pelos júris após ter sido assistido por um atleta da Orica, Simon Clarke. Porte perdia então 2'47'' nesse dia para o líder. Mais uma fuga a vingar e mais um italiano a vencer, desta feita foi Nicola Boem.
A etapa 11 foi mais uma vez vencida por uma fuga, desta vez foi a jovem sensação, Ilnur Zakarin, que brilhou no seu ataque final, a mostrar do que é feito o vencedor do Tour da Romandia.
A etapa 12, bem ao estilo das clássicas, era composta por difíceis subidas e ainda mais difíceis descidas. Era a etapa ideal para Gilbert e ele aproveitou, com um ataque em grande estilo no final. Contador aproveitou para mostrar a sua força e ganhar uns segundos no final a toda a concorrência.
A etapa 13 tinha tudo para ser a etapa mais tranquila do Giro. Plana, curta. Se não fosse o 13... A 400m. da marca dos 3 km. uma queda marcou o dia, com a queda de Contador e Porte. Contador conseguiu minimizar as perdas, mas não conseguiu evitar perder pela primeira vez na sua história a camisola de líder numa grande volta. Aru passou assim a ser a nova maglia rosa e Viviani vencia a sua primeira etapa numa Grande Volta, vitória ao sprint, e dava mais uma vitória para o público da casa.
A etapa 14 foi o estrondoso CRI de quase 60 km.. Vasil Kiryenka conseguiu a segunda vitória para a Team Sky. Contador recuperava a maglia rosa e conseguia uma vantagem de 2'28'' para o 2º Fabio Aru. Acabavam aqui as aspirações de Porte à Geral, ressentido das mazelas, e com quase 9' de atraso para Contador.
A última etapa da semana foi de alta montanha. E depois de ver esta etapa 3 pontos valem a pena destacar, a meu ver.
Contador está sem dúvida alguns furos acima de todos os outros atletas e dificilmente perderá a maglia rosa, só se algum problema surgir.
Porte deixa a liderança da Team Sky, ao que tudo indica liderada agora por Konig. Porte era a meu ver, pelo seu desempenho, equipa e capacidades o principal adversário de Contador. Mas as incidências, os azares e a falta de capacidade para lidar com a pressão marcaram o seu Giro e acabaram com as suas esperanças.
Landa venceu a etapa de forma brilhante, mas ainda mais brilhante é o Giro que tem vindo a realizar, ele que já tinha terminado em 2º lugar na primeira etapa de alta montanha da prova. A sua forma, as boa sensações que transmite, a boa forma da Astana e as debilidades que Aru tem apresentado levam-me a pensar se não seria de se reponderar a liderança da Astana afim de um "bem maior".
Até agora todas as 14 etapas desta edição do Giro tiveram vencedores de etapas diferentes, possivelmente um recorde histórico da prova.
Ao longo desta semana mais 14 atletas abandonaram a prova, Matteo Pelucchi e Stef Clement (IAM), Stefan Kung (BMC), Jaroslaw Maricz (CCC Sprandi Polkowice), Manuel Belletti (Southeast), Simon Gerrans e Michael Matthews (Orica GreenEDGE), André Greipel e Gregory Henderson (Lotto Soudal), Tom Boonen (Etixx - Quick Step), Nicola Ruffoni (Bardiani - CSF), Thomas Danielson (Team Cannondale - Garmin), Kristof Vandewalle (Trek Factory Racing) e Oscar Gatto (Androni Giocattoli - Sidermec).
Na Geral temos Contador a 2'35'' de Aru e 4'19'' de Andrey Amador (Movistar).
A Astana continuou bastante activa, pressionante e atacante, mas parece que o seu líder não conseguiu recompensar o trabalho dos seus colegas. Já a Tinkoff acaba sempre com Kreuziger e Rogers como últimos acompanhantes do Pistolero, mas se não fosse a sua grande forma...
Destaque especial para a Movistar, ela que está a realizar o Giro a que se predispôs, mas com todas as incidências acaba por estar numa posição de maior relevo do que se poderia imaginar. Uma vitória de etapa na primeira semana por Intxausti e um segundo lugar de Lobato na 12ª etapa. A liderança da camisola de montanha muito bem encaminhada e trabalhada por Intxausti. 3 atletas no top-20, 2 no top-10, 1 no top-3, são eles Amador, Visconti e Izagirre.
A camisola de pontos termina a segunda semana como na primeira, com o italiano da Sky, Elia Viviani, empatado com outro italiano, Nizzolo.
Com 85 pontos, Intxausti, recuperou a camisola de montanha que havia perdido no final da primeira semana, e segura-a muito bem com 31 pontos de vantagem sobre Landa.
A camisola branca continua com Fabio Aru.
Da participação lusa tivemos esta semana um pouco de acção com Sérgio Paulinho a figurar numa fuga de etapa. Na Geral temos André Cardoso a subir agora em 29º a 46'56'', Sérgio Paulinho também melhorou posições, para 107º a 154'35'', Fábio Silvestre também subiu na Geral e aparece agora em 153º a 196'33''.
Na próxima e última semana teremos montanha, montanha e mais montanha! O Giro continua surpreendente, espero ansioso por ver os resultados em Milão.

Sem comentários:
Enviar um comentário